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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Murdoch da Fox por lá, a Globo e o Merval por aqui, os objetivos são os mesmos

Do Blog do Zé Dirceu
Murdoch e Merval
O jornalista e membro da Academia Brasileira de Letras, Merval Pereira, resolveu colocar a carapuça. Como o seu forte não é a política, para não dizer outra coisa, assumiu abertamente neste final de semana, em seu artigo “Obsessão”, que a mídia - depois de ofender Lula com uma série de adjetivos e tentar me desqualificar, e depois que os jornais perderam a centralidade na formação da opinião pública – continua sendo um “contra poder”, citando um conhecido jornalista espanhol, José Luis Cebrian, diretor do El País.

A questão é exatamente essa: a fusão do controle da opinião pública com o poder, a busca desenfreada da mídia em agir sobre os governos, substituindo o Parlamento e os partidos. Os jornais têm procurado desmoralizá-los de todas as formas. Assim, quando Merval fala em “contra poder”, ele sabe do que está falando. E quando coloca a carapuça no caso Murdoch, sabe mais.

No Brasil, a mídia – em particular, as Organizações Globo - atua a pretexto de combater a corrupção no estilo do velho udenismo, para mudar as políticas dos governos eleitos de forma legítima e democrática. No entanto, quando não alcançam seus objetivos, tentam derrubar os governos e o fazem abertamente.

Ação política

Não se trata somente de métodos ilegais na busca de informações, como estamos assistindo na Grã Bretanha e, tudo indica, em todo império de Murdoch. Mas nos referimos à ação política - pública e secreta - dos donos de jornais e de seus principais articulistas, que operam e articulam ações políticas de oposição contra governos, pressionam os poderes da República, particularmente os do judiciário.

Isso, sem falar em seus métodos ilegais, como a violação do sigilo e segredo de justiça; o acesso a informações de investigações e a inquéritos, por meio de policiais a serviço desses jornais; a busca de informações junto a servidores públicos e funcionários de empresas privadas, por lei proibidos de prestar essas informações, resguardadas pelo sigilo bancário, fiscal e, o mais violado, telefônico.

Mas a violência maior que a mídia pratica é a política, como agora fica evidente no papel da cadeia FOX de Murdoch, a favor do partido Republicano dos Estados Unidos, e cuja ação e operação nos Estados Unidos também começam a ser investigada pelas autoridades federais norte-americanas.

O outro lado da moeda

A atuação e a ação dos jornais, rádios e TVs, além da manipulação da informação - abertamente a favor de determinados partidos e lideranças -, resumem o outro lado das atividades ilegais do grupo Murdoch, que Merval procura esconder atrás da acusação de que queremos controlar a mídia ao propor sua regulação.

Essa mesma regulação temida por Merval existe na Grã Bretanha e nos Estados Unidos - daí a facilidade com que as autoridades locais passaram a investigar o grupo Murdoch, sem que fossem acusadas de querer controlar a imprensa ou de violar a liberdade de expressão. Pelo contrário, a intervenção da polícia e da Justiça foi exigida em nome da manutenção da credibilidade da regulação e das fiscalização dos códigos de conduta e de ética do jornalismo na Grã Bretanha.
http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=12648&Itemid=2

sábado, 16 de julho de 2011

“Declaro aberta a 5ª edição dos Jogos Mundiais Militares”


Presidenta Dilma Rousseff fez a declaração de abertura dos Jogos Mundiais Militares, no Estádio João Havelange, no Rio. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR


“Declaro aberta a 5ª edição dos Jogos Mundiais Militares do Conselho Internacional do Esporte Militar. Desejo boa sorte a todos. Muito obrigada.”
Antes aconteceu a entrada das delegações sob efeitos especiais, ao lado de outros personagens que representam as Forças Armadas e as forças auxiliares (Corpo de Bombeiros e Polícia Militar). Houve ainda uma roda de samba com Jorge Aragão, Dudu Nobre, Alcione e Diogo Nogueira. Arion, mascote dos Jogos, também terá uma entrada triunfal no Engenhão. A cerimônia contou também com apresentações de Toquinho e Zizi Possi.
Cerca de quatro mil atletas, representando 112 países, participarão desta quinta edição dos Jogos Mundiais Militares. Na entrada de cada uma das delegações, a bandeira do país será iluminada. Um telão de 20m x 10m, próximo ao palco dos artistas, mostrará todos os detalhes da cerimônia de abertura. Cerca de 1.250 pessoas estarão envolvidas no setor de transportes e 400 na área de saúde.
A presidenta Dilma Rousseff encontrou-se com Pelé no Estádio
João Havelange, na abertura dos jogos Mundiais Militares.
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Do Blog do Planalto

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Lançado Anuário das Mulheres Brasileiras











Do Blog do Zé Dirceu
Já está disponível para o público a mais completa compilação de dados estatísticos e informações disponíveis sobre a situação da mulher brasileira, sua presença no mercado de trabalho, no poder, em relação à saúde e sobre a violência de que ela, infelizmente, ainda é vítima em nosso país.

O trabalho está no Anuário das Mulheres Brasileiras 2011, levantamento coordenado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) da Presidência da República e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

O levantamento foi feito exatamente para servir de fonte, orientar e subsidiar os governos federal, estaduais e municipais na aplicação de políticas públicas relacionadas à este que é o mais numeroso segmento da nossa população, com mais de 50% dos 190.732.694 de brasileiros, conforme o censo de 2010 do IBGE.

Os dados que mais chamam a atenção na pesquisa
No estudo, os dados que mais chamam a atenção estão relacionados a presença - ou ausência - da mulher no poder, a violência de que é vítima e as condições vividas por ela no mundo do trabalho. Vejam, as mulheres compõem 51,3% da população brasileira, mas apenas 21,4% ocupam cargos de chefia nas empresas. E a despeito de, em segmentos importantes serem a maioria dos empregados: 51,7% em áreas administrativas, 61,6% em relações públicas e 72,2 % na de recursos humanos.

Nos últimos dados assim detalhados disponibilizados pelo IBGE, em 2001 apenas 10 sindicatos no Brasil eram presididos por mulheres. Dos 16.421.386 de trabalhadores sindicalizados, em 2009, elas constituíam bem menos que a metade: 6.552.160 correspondendo a apenas 39,9% destes trabalhadores.

Na faixa dos 20 aos 39 anos da população economicamente ativa, as mulheres compõem 51% concentrando-se sobremaneira nos setores de comércio e reparação, 16,8%; Educação, Saúde e Serviços sociais, 16,7%; e 17% em serviços domésticos. Elas ainda são o maior contingente entre trabalhadores não remunerados no país.

Disparidades ainda maiores em relaçao às mulheres negras


O levantamento SPM-DIEESE revela que essa disparidade é ainda maior quando os dados comparativos levam em conta as mulheres negras. Entre os trabalhadores com carteira assinada, as mulheres são apenas 41,1% - e entre as deste percentual, apenas 56% das mulheres negras têm registro, contra 70% de não-negras registradas.

As mulheres negras recebem, em média, apenas 1/3 do salário de homens de outras raças, enquanto que as mulheres não-negras recebem 2/3 do que eles recebem .
Leia o Anuário
http://www.sepm.gov.br/noticias/documentos-1/anuario_das_mulheres_2011.pdf

Secretaria-Geral da Presidência e Movimentos Populares instalam Mesa de Negociação de Moradia Urbana


Representantes do governo e da sociedade civil organizaram mais uma mesa de negociação conjunta nessa quinta-feira (14). A Mesa de Negociações sobre Moradia Urbana vai debater a pauta unificada do movimento de moradia e instituir um canal de diálogo permanente entre o governo federal e os movimentos sociais voltados a questão.

Compõem o grupo a Secretaria-Geral da Presidência da República, os ministérios de Relações Institucionais, das Cidades, do Planejamento e a Secretaria de Direitos Humanos. Além desses órgãos, quatro movimentos nacionais de luta pela moradia integram a mesa: Central de Movimentos Populares, Confederação Nacional das Associações de Moradores; Movimento Nacional de Luta pela Moradia e União Nacional por Moradia Popular.

Em reunião no Palácio do Planalto, ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, defendeu o diálogo franco e aberto com a sociedade civil.
O dirigente da Central dos Movimentos Populares, Saulo Manoel, afirmou que são mais de 230 mil as famílias que lutam pela moradia atualmente, organizadas em entidades. Segundo ele, o movimento reivindica formas de construir mais moradias em regime de autogestão, a exemplo do que já ocorre em várias cidades no Brasil.
A pauta unificada do movimento pede pela retomada da construção do Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social, o apoio do governo ao Projeto de Emenda à Constituição nº 285/08 (PEC da Moradia), o debate sobre a participação das entidades no programa Minha Casa, Minha Vida e a viabilização de terras públicas para a habitação popular, dentre outras.
A Secretaria-Geral da Presidência da República será responsável por reunir as demandas nos diversos ministérios. A mesa permanente fará reuniões bimensais.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Lula no Congresso da UNE: "A presidenta Dilma vai fazer mais e melhor do que nós fizemos"

Ao discursar nesta quinta-feira no 52º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), em Goiânia (GO), o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reclamou de veículos de imprensa que fizeram comparações entre o seu governo e o de Dilma Rousseff (PT). Lula também defendeu sua sucessora e disse que ela fará um governo melhor do que o dele.
"A presidenta Dilma vai fazer mais e melhor do que nós fizemos", disse para a plateia de cerca de 2 mil estudantes que lotaram o auditório do Centro de Convenções de Goiânia para o 2º Encontro Nacional dos Estudantes do Programa Universidade para Todos (Prouni). Lula citou futuras ações da presidente, como programa de qualificação profissional, creches e outros. "Ela vai inaugurar, até o final do mandato dela, deste primeiro mandato, obviamente, mais 200 escolas técnicas", afirmou, indicando que Dilma pode tentar a reeleição.
Ao defender a UNE de acusações da imprensa de ter organizado um congresso "chapa branca" ao ser patrocinado por órgãos do governo federal como a Petrobras e cinco ministérios, Lula aproveitou para desabafar contra a imprensa. "Você liga a televisão e tem propaganda de quem?", questionou. "Para eles é democrático, para vocês é chapa-branca", afirmou.
O ex-presidente ironizou também o termo "herança maldita", que tem sido usado para definir a situação que ele deixou para Dilma. "A herança maldita é o pré-sal, certamente, é o Prouni. Quem sabe é o PAC 2 ou o Minha Casa Minha Vida 2?", citou. Lula disse que não se preocupa com as críticas porque a população está se informando de muitas formas. "Eles (imprensa) não percebem que as coisas estão mudando neste País", disse.
O ex-presidente também falou sobre a suposta tentativa dos jornais de mostrarem uma "divergência profunda" entre ele e Dilma. Lula defendeu a presidente e insinuou que ele não interfere no governo da sucessora. "Só diz que ela é fraca quem não conhece a personalidade dela", disse. "Ninguém que passa três anos e meio na cadeia, barbaramente torturada, e é eleita presidente da República. Essa é a maior vingança contra quem a torturou", afirmou.

Congresso aprova LDO e garante combate a pobreza, PAC e salário mínimo de R$ 616,00

A nova Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) norteará a política fiscal e a elaboração do próximo Orçamento. Com a aprovação ficou garantidas ações de combate à pobreza extrema, as obras do PAC e salário mínimo de R$ 616,00.
“O governo está feliz, porque quem ganha com a LDO efetivamente é o Brasil, e principalmente os brasileiros mais pobres, que mais precisam de governo”, comemora o deputado federal André Vargas, membro da comissão do orçamento.
O texto, que segue agora para sanção presidencial, é o mesmo aprovado nesta terça-feira (12) na Comissão Mista de Orçamento. Em linhas gerais, ele mantém as emendas individuais, financiadas com recursos da reserva de contingência (sem risco de bloqueio), e adota uma nova meta fiscal para o setor público consolidado não financeiro (União, estados e municípios, e suas estatais não financeiras): o deficit público nominal – receita menos despesas, incluindo juros - do próximo ano não poderá ultrapassar 0,87% do PIB.
O deputado Gilmar Machado (PT/MG) comemorou a aprovação, “a LDO vem com uma preocupação do orçamento do ano que vem. Com a crise que é nítida hoje, a nível internacional o Brasil vai continuar com a política de austeridade nos gastos públicos. E ao mesmo tempo também em uma política de investimentos público, principalmente na área de infraestrutura”.
Machado destaca que com a aprovação fica assegurada a ampliação dos programas sociais, que irão tirar milhares de brasileiros da pobreza. “Os programas sociais serão ampliados, tanto no que diz respeito no combate a extrema pobreza, como também em programas de inclusão, cada vez maior das pessoas. Então é uma LDO que realmente combina a austeridade e com o desenvolvimento, com a geração de emprego e renda, valorização do salário mínimo e também dos aposentados”.
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terça-feira, 12 de julho de 2011

Agricultura familiar reduz desigualdade, diz Dilma ao lançar plano

Do Carta Maior
 

Para Dilma Rousseff, agrigultura familiar tem sido responsável por um 'feito extraordinário' nos últimos anos, ao contribuir para reduzir desigualdades e criar um Brasil mais democrático. Presidenta lança plano safra 2011/2012 do segmento que repete quantia do ano passado, maz diz que governo reforçará os R$ 16 bilhões, caso agricultores consigam usar todo o dinheiro disponível, o que nunca aconteceu. Além de crédito, o plano tem medidas de garantia de renda e de demanda que o governo entende que também vão ajudar a agricultura familiar.

O Plano Safra 2011 /2012 e a organização da economia na agricultura familiar

 

Cerca de 28 milhões de pessoas saíram da faixa da extrema pobreza e da pobreza, sendo 4,8 milhões em áreas rurais. Desde 2003, cerca de 3,7 milhões de pessoas que residem em áreas rurais chegaram à classe média. E o que é mais importante: 60% de incremento da sua renda foi originada do trabalho. Portanto, é razoável inferirmos que os instrumentos de inclusão produtiva, apoio à produção, agroindustrialização e comercialização da agricultura familiar disponibilizados pelo Governo Federal possuem razoável efetividade.

Afonso Florence (*)

O Censo Agropecuário 2006, feito pelo IBGE, mostrou a importância da agricultura familiar (assentados de reforma agrária, populações tradicionais e agricultores familiares) na economia nacional. O Brasil possui 5,1 milhões de estabelecimentos rurais, dos quais 4,3 milhões são de agricultores familiares. Em apenas 24% das terras em produção, estes estabelecimentos ocupam 74% de todo o pessoal que trabalha no campo, o que significa 12 milhões de pessoas. A agricultura familiar representa 33% do PIB do agronegócio, ou seja, 10% do PIB nacional, e é responsável por 87% da produção brasileira de mandioca, 70% do feijão, 58% do leite, 59% dos suínos, 50% das aves, 46% do milho e 38% do café. Ou seja, a despeito de alguma variação anual, é possível afirmar que cerca de 70% dos alimentos que vão pra mesa de brasileiras e brasileiros são produzidos pela agricultura familiar.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18047

Imprensa e MPF: substituindo a Justiça

Do Blog do Zé
Não importa fundamento, mídia denuncia e MPF já abre processo... É grave o que está acontecendo com a nossa democracia. Basta um jornal publicar uma notícia para que, imediatamente, ela se transforme em uma investigação do Ministério Público Federal (MPF). Foi o que se deu ontem, quando a Procuradoria-Geral da República (PGR) informou que pedirá ao MPF que investigue a empresa Manchester Serviços, do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE).

A PGR se baseou em matéria de O Estado de São Paulo, publicadas desde domingo pp. que sugere que a empresa – de cujo comando o senador desde 1998 – seria suspeita de ter combinado previamente preços com outros concorrentes em uma licitação da Petrobras.

"Afastei-me de todos os meus negócios oficialmente, não tenho nenhuma ingerência nas empresas", declara Eunício. Também a Manchester - e a Petribras, em nota oficial - repudia com veemência, as acusações de fraude e de combinação de preços. E ainda que a estatal, a Seebla, a Luso Brasileira e a Progen (outras empresas envolvidas na história) tenham negado à Folha o alegado conluio, a novela segue o seu curso.

Assim, a constatação inevitável a que se pode chegar é que não interessa se existem indícios ou provas em relação a essas e a outras acusações. Não está em jogo se há fatos concretos a serem investigados. O que conta para a mídia é a forma como a e que ela enseje o MPF a tomar essa tipo de atitude.

Não se pode aceitar que a mídia e o MPF criem no país um Estado de exceção de fato. Uma espécie de pequena Gestapo, uma milícia, como disse tempos atrás o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Nesse ritmo a dobradinha imprensa-MPF vai julgar e substituir a Justiça, legislar e substituir o Parlamento, fazer e depor ministros, permitir ou não a realização de obras. Enfim, vai impor uma ditadura ao país.
http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&&id=12608&Itemid=2

Pacote 'Brasil Maior' vai socorrer setor industrial

Do Valor
O governo anuncia nos próximos dias a nova política industrial e as bases da desoneração da folha de salários das empresas, num conjunto de medidas para melhorar a competitividade da indústria, erodida pela valorização do real. A presidente Dilma Rousseff pediu aos técnicos do governo para rever todos os onze regimes tributários especiais. Serão criados novos incentivos fiscais para as áreas onde está havendo esvaziamento da cadeia produtiva, a exemplo do setor têxtil, e também para a indústria de tecnologia de informação e comunicação.
A nova política, cujo nome não está decidido, mas pode ser Brasil Maior, pretende elevar a taxa de investimento do país para 23% a 24% do PIB, em comparação aos 19% do PIB atuais, uma necessidade para que o país possa crescer 5% ao ano sem pressionar a inflação.
A desoneração da folha de salários deve ser proposta ao Congresso, se os estudos ficarem prontos por ocasião do anúncio da nova política industrial. Algumas controvérsias sobre a desoneração estão praticamente resolvidas. Ela deverá ser linear e não focada em alguns segmentos; e de implementação gradual, zerando a contribuição patronal sobre a folha no período de quatro anos.

Dilma oficializa Paulo Sérgio Passos no Ministério dos Transportes

Da Agência T1
Passos estava interino na pasta após saída de Alfredo Nascimento. Convite da presidente para o ex-secretário foi oficializado por nota.
A presidente Dilma Rousseff oficializou nesta segunda-feira (11) a permanência de Paulo Sérgio Passos no comando do Ministério dos Transportes, informou em nota a assessoria da Presidência. Ele foi convidado nesta segunda-feira por Dilma e aceitou o convite.
Passos, que era secretário-executivo do ministério, estava no comando da pasta interinamente desde que Alfredo Nascimento deixou o cargo, na semana passada. Ele assume em definitivo os Transportes após o senador Blairo Maggi (PR-MT) recusar o convite da presidente Dilma para chefiar o ministério.
Durante coletiva no Senado nesta segunda, Maggi disse que recusou o convite por conta de seus negócios empresariais. Maggi possui negócios  na área de navegação, setor regulamentado por órgãos federais que seriam comandados por ele, caso aceitasse ser ministro.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Situação na Europa está grave

Do Blog do Zé Dirceu
Publicado em 11-Jul-2011
A situação na Europa é tão grave que Herman Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu, convocou para hoje uma reunião de emergência com a presença de Jean Chaude Triched, presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, o chefe dos ministros das Finanças da zona do euro, Jean-Claude Juncker, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e o comissário da União Europeia para Assuntos Econômicos, Olli Rehn: tudo por causa do risco de default de Grécia e dos riscos de contaminação da Itália e do agravamento da situação de Portugal, Irlanda e, mesmo, da Espanha.

A percepção do mercado financeiro é de que a Itália – terceira maior economia da zona do euro - seria a provável próxima vítima da contaminação da crise na zona do euro. Ao final da semana passada, o principal índice da Bolsa de Valores de Milão caiu 3,5%. Também as ações do maior banco do país, Unicredit Spa, caíram 7,9%.

Para piorar o quadro, o retorno extra exigido pelos investidores para manter bônus da Itália e da Espanha aumentou nesta manhã para os níveis mais altos desde a criação do euro. Segundo a Agência Estado, no começo da manhã, o spread (prêmio) do yield (retorno ao investidor) dos bônus de 10 anos da Itália subia 23 pontos-base sobre os títulos alemães, para o recorde de 266 pontos-base.

Problema comum a vários países

Esse aumento dá-se às vésperas, esta semana, da venda programada pela Itália de até 7,5 bilhões de euros em diferentes séries de bônus, com vencimentos entre 5 e 15 anos. O problema é comum a Grécia, Irlanda e Portugal, países que também tiveram dificuldades em levantar fundos no mercado com os yields dos bônus de 10 anos a 7%.

O mais grave na Europa é que os trabalhadores, a classe média, os pequenos e médios empresários, os funcionários públicos e os aposentados estão pagando duas vezes a conta da aventura norte-americana e européia, da falência dos bancos, evitada com recursos públicos e com mais endividamento.

Essa mesma dívida agora está sendo paga com o corte de salários, aposentadorias, gastos sociais, investimentos, recessão e desemprego, aumento de impostos diretos e indiretos, das contribuições para a previdência, assim como com a ampliação da idade para aposentadoria e dos anos de contribuição, além de um vasto programa de privatizações e desregulamentação, a mesma que levou à crise atual.

Estados Unidos e Brasil
Sem me ater mais a detalhes, quero insistir, aqui, na avaliação sobre a Europa. O quadro não diz respeito apenas a uma crise conjuntural e nem ela se limita ao “velho” continente, como era conhecido. O que está em pauta, hoje, atinge principalmente os Estados Unidos. Não vê isso quem não quer.

E o quadro atual significa que o Brasil precisa adotar medidas para se proteger e evitar o contágio, que é inevitável. Na prática, nada indica que a crise internacional vá diminuir. Hoje, na Itália as manchetes dizem tudo: “Dia do Medo”. Medo de que as bolsas italianas sejam contaminadas pela crise Portuguesa e que Espanha e não resista à falta de confiança generalizada.
http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&&id=12591&Itemid=2

"Nossa corrida não é de 100 metros, mas de quatro anos. É em quatro anos que a presidenta pode ser cobrada de seus compromissos",

Entrevista com Miriam Belchior no Valor Economico de hoje

Segundo Miriam Belchior, a presidente Dilma já começou a cumprir o que prometeu, seja no caso da erradicação da miséria, cujo programa foi lançado em meio à crise da demissão do ex-ministro Antônio Palocci, ou no caso da qualificação profissional, cujos últimos laços estão sendo dados pelos ministros da Educação e do Trabalho. E logo deve sair o Programa de Desenvolvimento da Competitividade (PDC). "Estamos botando o bloco na rua", diz.

domingo, 10 de julho de 2011

A força do real vem tirando o sono do governo, declarou o ministro da Fazenda. Insônia promissora.

Artigo de Paulo Nogueira Baptista Junior no Tijolaço (Brizola Neto) via Nassif.

Insônia promissora
O governo prepara novas medidas para conter a alta do real, informam os jornais. Estariam sendo consideradas, entre outras providências, intervenções nos mercados futuros e de derivativos.
Antes à tarde do que nunca, como dizia aquela propaganda de motel na Barra. A sobrevalorização do real está ficando cada vez mais grave. As medidas tomadas pelo governo até agora foram na direção certa, mas têm-se mostrado insuficientes.
A abundância de liquidez internacional, exacerbada pelo enorme diferencial de juros entre o Brasil e o resto do mundo, contribui para manter a força do real. Fala-se às vezes na “maldição dos recursos naturais”. Um traço comum entre economias superdotadas de recursos naturais é a tendência a manter taxas de câmbio supervalorizadas, que estimulam as importações de maneira generalizada e inibem as exportações de quase tudo.
Pois bem. Pode-se falar também, pela mesma razão, em “maldição da abundância de capitais externos”. Diria mesmo: uma das piores coisas que podem acontecer a um pais é cair nas boas graças do sistema financeiro internacional. A turma da bufunfa, livre, leve e solta, é capaz de arruinar qualquer economia.
O Brasil sofre das duas “maldições” ao mesmo tempo. Elas têm, em parte, uma origem comum. Tanto os elevados preços das commodities como a ampla disponibilidade de capitais podem ser vistos como subprodutos das políticas monetárias expansivas dos principais bancos centrais, multiplicadas pela operação dos mercados financeiros especulativos.
Ninguém deve apostar na permanência desse cenário. Daí que faz todo sentido estancar a tendência de apreciação do real e, se possível, revertê-la parcialmente. Caso contrário, a moeda forte produzirá uma economia fraca.
A valorização persistente da moeda solapa o equilíbrio das contas externas e pode deixar a economia vulnerável a choques internacionais. Além disso, a moeda forte enfraquece o parque industrial e outros setores da economia que perdem capacidade de exportar e de competir com importações no mercado interno. Poucos setores da economia prosperam. Os exportadores de commodities, beneficiados pelas altas cotações no mercado internacional. O comércio de produtos importados, que lucra com a entrada crescente de importações baratas. E o setor financeiro, que fatura com os juros elevados e a intermediação de capitais externos.
Ação, portanto. O que fazer? Baixar os juros unilateralmente? Fora de questão. O Banco Central continua sinalizando com novos aumentos dos juros básicos, o que aliás vem reforçando a tendência de alta do real.
Há como criar condições para uma redução expressiva dos juros com intensificação do ajuste fiscal e das medidas de controle de crédito? Também não. Cristalizou-se uma situação em que o diferencial de juros em relação ao resto do mundo permanecerá muito elevado.
Acumular mais reservas internacionais? O Brasil vem fazendo isso e pode continuar a fazê-lo. Porém, o diferencial de juros torna oneroso o carregamento das reservas. Além disso, o aumento das reservas tem efeito paradoxal: aumenta a percepção de que o país é um porto seguro, o que atrai mais capitais do exterior.
Sobram dois caminhos, creio, para enfrentar o problema. Primeiro, medidas de política comercial. Vale dizer, combinar subsídios e incentivos à exportação com medidas de restrição à importação para compensar, pelo menos em parte, os efeitos da sobrevalorização cambial sobre certos setores da economia.
Segundo, e mais importante, adotar medidas severas e mais amplas para barrar a entrada de capitais. Isso significa combinar medidas macro prudenciais com controles rigorosos de capital. Significa também atuar nos mercados futuros e de derivativos, como vem sendo mencionado pela equipe econômica.
A força do real vem tirando o sono do governo, declarou o ministro da Fazenda. Insônia promissora.

sábado, 9 de julho de 2011

José Dirceu: Aguardo o julgamento do STF com serenidade

O que está em jogo, acima da minha honra e liberdade, é a imagem do Partido dos Trabalhadores e do projeto de transformação social que representa.

Muitos de vocês leram hoje as manchetes de vários jornais informando que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, enviou ao Supremo Tribunal Federal as alegações finais da Procuradoria com pedido de condenação de 36 dos 38 da ação penal 447, chamada pela mídia de “mensalão”. Suas acusações contra mim não trazem qualquer prova material ou testemunhal. São meras ilações extraídas de sua interpretação peculiar sobre minha biografia.

A vocês que acompanham minha trajetória de 46 anos dedicados à construção de um Brasil mais justo, democrático e forte, gostaria de dizer que estou tranquilo. Continuarei me defendendo, ainda com mais ânimo e dedicação. Não o faço apenas para demonstrar minha inocência, submetido à agressão constitucional de inversão do ônus da prova, graças à fusão de interesses conservadores. Lutarei com ainda mais energia, porque o que está em jogo, acima da minha honra e liberdade, é a imagem do Partido dos Trabalhadores e do projeto de transformação social que representa.

Este momento não difere de outros em minha vida. Já fui banido pela ditadura militar, quando perdi minha nacionalidade, fui cassado e tive os meus direitos políticos suspensos por 10 anos em 1969. Em 2005, a Câmara dos Deputados me cassou o mandato de deputado federal, que obtive com o voto de mais de 556 mil paulistas. A decisão foi tomada sem provas, num fato inédito na história do país.

Sou inocente das acusações que me fazem e vou prová-lo no STF, corte que, confio, julgará a ação com base nos autos e nas provas, na Constituição e na lei. Vou aguardar o julgamento com serenidade, pois sei que, ao final desse doloroso processo, se imporá a justiça e cairá por terra a farsa montada contra mim.

Aproveito para agradecer as manifestações de apoio que tenho diariamente recebido de amigos, militantes, apoiadores ou, simplesmente, de brasileiros que não concordam com o achincalhamento público que tenho sofrido nos últimos seis anos.
 http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=12579&Itemid=2

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Mas não será o Rio muito mais do que isto?

Raio X dos Estados: Rio de Janeiro


Durante alguns anos, parecia que o Brasil iria perder o Rio para o crime organizado. Depois, pairou a sensação de que o Rio estava salvo e pronto para o grande salto que se esboça, com a indústria do petróleo.
Que Rio é este? Ainda continua o centro da música brasileira e tem grandees centros de estudo, além da caixa de ressonância das Organizações Globo. Há o Rio da Lapa, que encanta a música; o Rio do Leblon, com sue vezo international, o Rio das grandees estatais e o Rio que exportou sua juventude dourada para o mercado financeiro.
Em que pesem as intervenções que fazem prever um futuro bem melhor para a população carioca, o presente dessas transformações também causam danos e sofrimentos às comunidades situadas em seu caminho, como mostram diversos posts nesse blog da Orlapolitica. Em particular quanto às obras que visam atender às demandas para os megaeventos. A transparência de informações e procedimentos, embora necessária e, em muitos casos imperativo legal, ainda deixa muito a desejar. Como comentado em post anterior, pesquisa realizada pela UFRJ/COPPE/Engenharia de Transportes, a maioria da população carioca desconhece esses projetos.
Transcarioca (Barra - Galeão)
Quase 4 mil imóveis serão demolidos para construção de via expressa - Repórter Rio - TV Brasil
http://www.youtube.com/watch?v=JxvpR8e7I1U&feature=related
Depoimentos de moradores que estão sofrendo com as remoções em curso no Rio de Janeiro, visando a realização das obras para os Megaeventos 2014 (Copa) e 2016 (Olimpíadas).
http://www.youtube.com/watch?v=oa_iro4Xgzk&playnext=1&list=PL0E302F5D5F2F2D81


Primeiro teleférico para transporte público do Brasil tem capacidade para atender 30 mil pessoas por dia

por Secom
Primeiro teleférico para transporte público do Brasil tem capacidade para atender 30 mil pessoas por dia 
Extensão do teleférico é de 3,5 quilômetros, com 152 gôndolas (ou bondinhos)/ Foto: Edezio Patriota Junior - PR
Estações no Complexo do Alemão terão bibliotecas, áreas de lazer e postos do Detran, do INSS e dos Correios
Primeiro transporte de massa por cabo do País, o teleférico do Complexo do Alemão foi inaugurado nesta quinta-feira (7), no Rio de Janeiro. Parte integrante do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o projeto teve investimento de R$ 210 milhões, entre recursos do governo federal e do estado fluminense. O teleférico facilitará o deslocamento dos moradores em áreas de difícil acesso, como no alto do morro. A previsão é que aproximadamente 70% da população do Complexo, que possui 85 mil habitantes, utilize o novo meio de transporte. O trajeto, desde a entrada até o topo do morro, que antes podia levar até uma hora, a partir de agora será de 16 minutos. A extensão do teleférico é de 3,5 quilômetros, com 152 gôndolas (ou bondinhos), com capacidade para transportar até dez pessoas, permitindo atender 30 mil passageiros por dia.
O Brasil será o segundo país da América do Sul a utilizar esse tipo de transporte em comunidade carente. A cidade colombiana de Medellín foi a primeira.
Ao todo, são seis estações: Bonsucesso, Adeus, Baiana, Alemão, Itararé e Palmeira, sendo uma com integração. A viagem da primeira estação (Bonsucesso) à última (Palmeiras) tem duração de 16 minutos. De acordo com lei estadual, cada morador terá direito a duas passagens gratuitas diárias (uma de ida e outra de volta) e a tarifa unitária custará R$ 1,00.
Além de cumprir função como um sistema de transporte, também destina espaços para equipamentos de inserção social. As estações terão, nas suas imediações, bibliotecas, áreas de lazer, postos do Detran, entre outros. LEIA MAIS
http://www.secom.gov.br/sobre-a-secom/nucleo-de-comunicacao-publica/copy_of_em-questao-1/em-questao-do-dia/primeiro-teleferico-para-transporte-publico-do-brasil-tem-capacidade-para-atender-30-mil-pessoas-por-dia

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Cariocas ainda desconhecem projeto de BRT

Pesquisa da COPPE mostra que 90% não sabem do que se trata
O Globo 07/07/2011

O BRT (Bus Rapid Transport) corredor expresso para ônibus, ainda é desconhecido ou visto com desconfiança por muitos cariocas. É o que mostra pesquisa apresentada ontem num seminário promovido pelo Programa de Engenharia de Transportes da COPPE/UFRJ. Foram realizadas em março 140 entrevistas na Barra da Tijuca. Entre os motoristas de ônibus ouvidos, 90% admitiram não saber do projeto. E 66% dos que têm carro disseram que não vão trocar o veículo pelo novo transporte público.
Os próprios passageiros dos ônibus (90%) também admitiram não conhecer os projetos dos corredores viários.Para a Barra está prevista a passagem da Transoeste (Barra - Santa Cruz); do Transolímpico (para Deodoro) e do Transcarioca (para o Aeroporto Tom Jobim).

Light terá que reformar e monitorar até dezembro 1.170 bueiros próximos a redes antigas de gás

O Globo 07/07/2011
Além de pagar R$100 mil para cada tampa de bueiro que voar, causando danos ou deixando feridos, a Light terá, até dezembro, que reformar 1.170 câmaras subterrâneas e instalar, em todas elas, sensores de monitoramento remoto. O compromisso faz parte do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado ontem entre a concessionária e o Minitério Público estadual, com o objetivo de evitar novas explosões. Essas câmaras a serem reformadas - a localização não foi divulgada, mas a maioria está na Zona Sul e Centro - têm potencial, segundo o MP, para causar grandes estragos em caso de explosões e curto-circuitos, por estarem próximas a redes mais antigas de de gás canalizado da CEG. Até julho de 2013, a reforma terá de atingir quatro mil bueiros  - 10% do total da Light existente na cidade. O levantamento das 1.170 galerias subterrâneas mais "sensíveis", segundo o promotor Pedro Rubin, um dos que propuseram o TAC, foi feito com base em informações da própria Light, com a aprticipação de peritos do MP e de técnicos do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA - RJ).

A LIGHT transforma o RIO em campo minado



Os bueiros da Light explodem nas ruas do Rio: Aqui
http://fococidadao.blogspot.com/2011/07/bueiros-da-light-explodem-e-light-lanca.html