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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Dilma diz que rebaixamento dos EUA é "precipitado e incorreto"

 Do Terra
Dilma discursou ao lado do primeiro-ministro canadense Stephen Harper Dilma discursou ao lado do primeiro-ministro canadense Stephen Harper
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
 
Laryssa Borges (Direto de Brasília)
 
A presidente Dilma Rousseff condenou nesta segunda-feira o rebaixamento da classificação da dívida dos Estados Unidos pela agência Standard & Poor's, classificando a medida de "precipitada" e "não correta". Para ela, o Brasil "não é uma ilha" e, portanto, não está "imune" às turbulências mundiais.
A presidente declarou que, "sem nenhum alvoroço", tomará medidas para garantir a manutenção do crescimento econômico, mas evitou falar na possibilidade de o Brasil adotar ainda esta semana medidas de precaução. Para ela, o País não está "ameaçado" mas, se for o caso, o governo está preparado para promover "medidas cabíveis para fortalecer o nosso País".
"Eu não acredito que o Brasil esteja ameaçado, mas tomarei todas as medidas para fortalecer cada vez mais. Hoje, você tem que tomar todas as medidas cabíveis para fortalecer o nosso País. Eu não vou dizer sim ou não (tomar medidas imediatas), mas não estou vendo nessa semana nenhuma medida. O Brasil será muito criterioso e sóbrio em seu posicionamento. Cautela e observação são fundamentais, não há necessidade de precipitação", disse.
Ao comentar a postura da Standard & Poor's, a presidente disse que o rebaixamento da nota AAA (máxima) para AA+ "não tem base real". "Todas as avaliações, inclusive da Fazenda, apontam que ela errou porque fez um cálculo com um erro de US$ 2 trilhões. Isso já é conhecido. E acredito que não se pode, em um momento desses, ficar tomando atitudes dessas, que não tem base real. Queria deixar claro que não compartilhamos com a avaliação precipitada e um tanto quanto rápida e, eu diria assim, não correta da agência que diminuiu o grau de valorização de crédito dos Estados Unidos, a Standard & Poor's", opinou ela, que recebeu em Brasília o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper.
Na avaliação da presidente, mesmo que o cenário econômico mundial esteja instável com as situações financeiras dos Estados Unidos e de países da Europa, o mercado interno nacional está mais bem preparado do que estava durante 2008 e 2009, quando a crise de crédito se agravou.
"Hoje estamos muito mais fortes para enfrentar a crise do que estávamos no início de 2009 e final de 2008. Temos quase 60% a mais de reservas. Hoje chegamos a quase US$ 350 bilhões. Temos muito mais recursos depositados no Banco Central a título de compulsório. Hoje um pouco mais que o dobro, US$ 420 bilhões de reservas, é o que possuímos no Banco Central. Mas temos clareza que não somos imunes, que não vivemos em uma ilha. Sabemos que o Brasil tem força o suficiente (...) para fazer face a essa conjuntura", ressaltou Dilma.
"Temos os nossos bancos, que estão sólidos. Nós temos também depósitos compulsórios em quantidade suficiente para fazer face a qualquer problema de crédito. Os nossos bancos privados e públicos são bancos que estão completamente robustos, não tiveram problemas em 2008 e 2009, e continuam não tendo, porque tivemos sempre uma política muito sóbria no que se refere a mecanismos financeiros. O Brasil também tem uma grande vantagem. É um País que conta com seu mercado interno forte, que nós estamos incentivando e tomando todas as medidas para que práticas de concorrência desleais não nos afetem. Assim sendo, o Brasil está em um boa posição, e isso não significa que estamos dizendo que somos imunes à crise", completou.

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