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terça-feira, 9 de agosto de 2011

EUA: números favorecem Obama

Publicado em 05/08/2011

Por Flavio Aguiar (Blog do Velho Mundo)

Corroborando o comentário desde modesto blog (v. EUA: Barack Obama está longe de estar morto, 02/08), números de pesquisa feita pelo New York Times e rede CBS mostram que Obama saiu da crise da dívida melhor na foto do que os republicanos, ou menos pior.
82 % dos pesquisados reprovaram o comportamento do Congresso na crise, não o do presidente; reprovaram mais os republicanos do que os democratas. Afirmaram que a discussão no Congresso girou mais em torno de vantagens políticas para ambos os lados em detrimento do bem estar da nação. Disseram também que o comportamento do Congresso prejudicou a imagem dos EUA no mundo inteiro.
Mas o mais interessante vem depois.
Obama saiu "empatado": com uma margem de erro de 3% para ambos os lados ( 6% no total), 46 % julgaram seu comportamento positivo e 47% negativo.
Em compensação, 40 % (contra 29 % em abril) disseram ter uma visão negativa do Tea Party; apenas 20 % (26 % em abril) disseram ter uma visão positiva. 43 % (27 % em abril) disseram que esse movimento tem influência demais no Partido Republicano.
44 % afirmaram que o corte nas despesas de governo foi insuficiente. 29 % acharam o corte suficiente e apenas 15 % o acharam demasiado. Isso aparentemente favoreceria as teses republicanas.
É, mas...
44 % pensam que a maior parte da culpa pelo déficit cabe ainda à administração de George Bush Filho, contra 15 % que a atribuem à administração de Obama e 15 % ao Congresso. E 62 % acham mais importante criar empregos do que cortar gastos públicos. Nota Bene: em artigo ao lado, Paul Krugman, Prêmio Nobel de Economia e colunista do jornal, lembra que em junho de 2007 63% dos adultos norte-americanos estavam empregados, caindo para 59,4 % em junho de 2009 e 58,2% em junho de 2011.
50 % disseram ser favoráveis ao aumento de impostos sobre os mais ricos e as grandes corporações. Isso compreende 80 % dos democratas entrevistados, 61 % dos independentes e 52 % (!) dos republicanos.
48 % aprovam o desempenho geral da Obama na presidência, contra 47 % que desaprovam, numa taxa que, segundo o NY Times, se mantém estável há mais de um ano, com um pico positivo depois da morte (assassinato, para este escriba) de Osama bin Laden.
Em contrapartida, 57 % desaprovam o comportamento de John Boehner, o republicano de Ohio que é o "Speaker of the House" (para nós, presidente da Câmara de Deputados), contra apenas 30 % que o aprovam.
47 % confiam mais em Obama do que nos republicanos, contra 33 % que afirmam o contrário. E 49 % disseram que Obama mostra "qualidades de líder", contra 48 % que afirmaram o contrário: novo empate técnico.
Quod erat demonstrandum.

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