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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Grécia: o óbvio se impôs

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DO BLOG DO ZÉ DIRCEU
A Europa aprovou finalmente, em reunião de seus líderes, o socorro que deve levar a Grécia ao calote. O pacote, o 2º de socorro à Grécia, no valor de 158 bi de euros, reestrutura títulos, baixa juros, e segundo o presidente francês, Nicolas Sarkozy, terá participação privada, além do dinheiro da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

A diretora-geral do Fundo, Cristine Lagarde participou da reunião dos líderes europeus. "Não houve uma declaração de default", insistiu o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet. Mas, a interpretação geral é outra. Este seria 1º default da história do euro.

A decisão foi tomada à força, determinada pela realidade, pela União Europeia. Trata-se de uma derrota de todas as políticas de austeridade e de todo discurso ortodoxo, que, de novo, quer se impor ao Brasil. Durante esses últimos meses essa linha, a partir da hegemonia franco-alemã, dominou as decisões da EU.

O óbvio se impôs


E o óbvio se impôs. Os cortes nunca vistos de salários e benefícios, programas sociais e investimentos e os aumentos de impostos diretos e indiretos, inclusive das contribuições previdenciárias, só podiam dar mesmo em recessão, desemprego, queda da arrecadação, alta dos juros e do déficit e da dívida pública.

O erro primário contaminou os bancos e generalizou a especulação, colocando em risco os bancos detentores de parte da dívida pública. O caso da Grécia era mais do que isso: o país simplesmente tinha quebrado e deveria ser socorrido como o foram os bancos. Agora, os envolvidos farão o que fizemos em 2009-10: estimular a economia, além de, evidentemente, alongar a dívida, reduzir os juros e emprestar o suficiente - como fizeram com os bancos - para a Grécia não quebrar.

O significado histórico dessa decisão só se compara à crise que vive os Estados Unidos. E nos obriga, aqui no Brasil, antes que seja tarde, a uma reflexão, com conseqüências, sobre a nossa realidade, os nossos juros e os spreads bancários, o câmbio e a nossa dívida interna. (grifo Orlapolítica)

A crise não acabou

Mas o pior é que a crise não acabou nem na Grécia e muito menos em Portugal e Espanha. Ainda não há acordo sobre como enfrentar o problema da banca, que precisa de 460 bilhões de Euros para se capitalizar. Essa mesma banca detém grande parte dos títulos podres dos governos endividados.

Isso sem falar na ampliação, em mais 440 bilhões de Euros, para o Fundo de Estabilização Financeira, pois não houve acordo sobre a taxação das operações financeiras e sequer sobre a participação dos bancos.
http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=12687&Itemid=2

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